O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), da subsede de Lucas do Rio Verde, divulgou nota, hoje, manifestando “indignação diante da decisão que tenta impedir a legítima manifestação da categoria por melhores condições de trabalho e valorização profissional”. A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, proferiu, ontem, decisão proibindo a greve que começaria hoje. “Lamentamos profundamente, ainda, que o Poder Judiciário tenha concedido uma decisão liminar (provisória) sem ouvir as argumentações do sindicato, o que fere ao menos por hora o princípio do contraditório e do amplo direito de defesa. Essa postura reforça a desigualdade na relação entre trabalhadores e administração pública, impedindo que as reivindicações da categoria sejam devidamente consideradas”.
O Sintep afirma ainda, na nota, que o poder executivo apresentou “dados distorcidos do piso do magistério” à justiça. “Reafirmamos que o piso nacional tem seu valor afixado para o ano de 2025 em R$ 4.867,77 (para o ensino médio magistério) e o executivo afirmou pagar o valor de R$ 5.988,39 (mas esqueceu de comunicar o judiciário que este valor base a que se refere é para o ensino superior), sendo que o valor base para o magistério de Lucas do Rio Verde já com o acréscimo da inflação de 2025 que o município realmente paga é de R$ 3.992,26, bem abaixo dos R$ 4.867,77 afixado a nível nacional, para uma cidade com alta inflação e alto custo de vida”.
O diretor do Sintep, Eriksen Carpes, afirmou, hoje, ao Só Notícias, que a entidade fará contestação na justiça para que seja reavaliado o mérito da questão, para a categoria fazer greve, e nega que a administração municipal “sempre esteve aberta ao diálogo com a categoria”, como consta na decisão judicial. De acordo com Carpes, os profissionais não conseguem se reunir com o prefeito Miguel Vaz (Republicanos) desde outubro do ano passado, apesar dos ofícios enviados.
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