O ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), deixou, esta tarde, o Centro de Custódia da capital. Ele saiu uma viatura da Polícia Militar em direção ao Fórum de Cuiabá e esteve na sala da juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Rosane Santos Arruda. Riva será obrigado a utilizar uma tornozeleira para monitoramento eletrônico.
A magistrada também determinou outra medidas restritivas como não deixar a comarca, não visitar a Assembleia Legislativa e não sair de sua residência após às 22h. Após sair do fórum, ele foi para sua residência, localizada no bairro Santa Rosa.
Em rápida conversa com a imprensa, Riva apenas se limitou a dizer que vai provar sua inocência e a justiça será feita.
A defesa do ex-deputado estadual conseguiu uma vitória apertada, ontem à tarde, no Supremo Tribunal Federal (STF). O habeas corpus impetrado teve a votação empatada em dois a dois. Neste caso, a decisão sempre beneficia a defesa.
Riva ficou quatro meses na prisão e sua defesa acumulou várias derrotas no Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça e também no STF. O ex-parlamentar foi preso durante a operação Imperador, deflagrada em fevereiro.
O Ministério Público Estadual o acusado de ser o mandante de um esquema de fraudes em licitações de materiais gráficos e de escritório no valor de R$ 62 milhões. Ele depôs recentemente à juíza do caso e negou qualquer tipo de irregularidade que cometeu entre os anos de 2005 a 2009, quando foi presidente ou primeiro secretário na Assembleia Legislativa.
Uma outra decisão judicial sequestrou vários de seus bens para ressarcimento do suposto rombo apontado pelo MPE.
(Atualizada às 18h)