A Polícia Civil em Tangará da Serra (252 km de Cuiabá) deflagrou, a Operação Neurodivergente, resultado da investigação de seis meses sobre possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos destinados à Associação de Diversidades Intelectuais (ADIN). O presidente da entidade foi preso em flagrante por posse ilegal de revólver e munições, em sua residência. Foram apreendidos um celular, uma CPU, um notebook e documentos relevantes para a investigação.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias dos envolvidos. As investigações continuam para apurar a suspeita de corrupção ativa, desvio de verbas (peculato), falsificação de documentos e organização criminosa envolvendo a ADIN. Também são investigadas outras pessoas ligadas à entidade, ou ao presidente.
A apuração iniciou em outubro, após uma denúncia anônima protocolada no Ministério Público. Segundo o delegado Gustavo Espindula, a entidade recebeu cerca de R$ 2 milhões em repasses da prefeitura de Tangará da Serra apenas nos três primeiros meses do ano e o delegado aponta que parte desse montante pode ter sido desviada.
O presidente foi conduzido à delegacia.
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