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Polícia Civil prende ‘influenciadora’ em MT por divulgar cassinos onlines; uma foragida

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A Polícia Civil de Mato Grosso, através da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, participou da Operação Quéfren, deflagrada, ontem, simultaneamente nos Estados do Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Pará com objetivo de efetuar prisões e apreender bens de agentes de plataformas e influenciadores digitais, suspeitos de divulgar, fomentar e estimular a prática de jogos ilegais no Brasil.

Em Mato Grosso, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão em desfavor de duas influenciadoras digitais. Uma das suspeitas, com mandado de prisão, foi presa em Várzea Grande. O outro mandado de prisão ainda não foi cumprido e ela segue sendo procurada. As identidades não foram divulgadas.  

A operação é coordenada pela Polícia Civil do Ceará e visa cumprir cerca de 70 mandados contra agentes de plataformas e influenciadores digitais envolvidos na promoção de jogos de azar e suspeita de lavagem de dinheiro. Os alvos das ordens judiciais são das cidades, além de Várzea Grande e Cuiabá, em Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio (CE), São Paulo, Embú das Artes e Santana de Parnaíba (SP) e e Marabá (PA).

Conforme apurado pela polícia, desde abril do ano passado, a maioria dos investigados são agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para divulgação de cassinos online, através de suas redes sociais, para promover sites de apostas não autorizadas e ilegais no país. 

As diligências apontam indícios de lavagem de dinheiro, estelionato praticado por parte dos investigados, além da existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional.  Com milhares de seguidores, os influenciadores digitais gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores.

Os envolvidos também utilizavam conta “demo/teste” para iludir os seguidores, bem como integram uma rede que negociavam diretamente com chefes das plataformas que tem como proprietários pessoas que residem no exterior, a sua maioria na China, fazendo a indicação de outros influenciadores digitais para a divulgação do “Jogo do Tigrinho”.

Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração (postagem da plataforma), como pela quantidade de novos usuários nas plataformas (cadastro), ou receberiam comissionamento pelo montante de apostas (valores depositados pelas vítimas), movimentando milhões de reais nos últimos anos.

Além do pagamento de valores, os chefes das plataformas também pagavam viagens para o exterior para os agentes e influenciadores digitais, cujas viagens eram ostentadas em suas redes sociais como sinônimo de prosperidade com o jogo. Já os agentes de plataformas eram os responsáveis pela contratação dos influenciadores digitais, além de realizarem festas de lançamento de plataformas.

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