A Procuradora-Geral do Estado deu parecer favorável ao recurso do Ministério Público Estadual, no Tribunal de Justiça, para aumentar a pena de Livio Paulo Viana Alves, condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado, no início de outubro do ano passado, pela morte de 5 pessoas no mesmo dia, em Lucas do Rio Verde. O período a mais só deve ser definido se o relator, desembargador Rui Ramos Ribeiro, aceitar o pedido. Não há prazo para análise.
No júri ano passado, os jurados se convenceram que Livio matou, a facadas, em 4 de agosto de 2012, Douglas Rossato Duarte, Ormarilde Nascimento de Carvalho, Railnere Araújo da Silva, Mikael Rodrigues da Silva e Daniel Ferreira de Souza, além das tentativas contra Antônio Givaldo Ferreira e Marcos Antônio Ferreira.
Nos autos, o Ministério Público apontou que por volta das 17h, na residência localizada na rua Topázio, no bairro Téssele Junior, as primeiras vítimas foram Douglas, Ormarilde, Railnere e Antônio. “Conscientemente e voluntariamente, com nítida intenção homicida, mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas – eis que agiu de modo inesperado e surpreendente, atacando com inúmeros golpes de facas em regiões vitais quando estas estavam sob efeito de drogas ou álcool e impelido por motivo fútil – eis que os golpes foram efetivados pelo denunciado por acreditar que estas zombavam de seu estado de torpor toda vez que faziam juntos o uso de drogas, valendo-se de armas brancas – facas uma delas apreendida”. Às 17h35, no mesmo local, Mikael também teria sido surpreendido e levado golpes.
No MP aponta ainda que entre as 17h35 e 18h, em oura casa no bairro Veneza, Livio surpreendeu Daniel e Marcos, ocasionando-lhes as lesões corporais e dada a gravidade dos ferimentos, o primeiro veio a óbito. “Impelido por motivo fútil – eis que os golpes foram efetivados pelo denunciado contra as vítimas por acreditar que estas zombavam de seu estado de torpor toda vez que faziam juntos o uso de drogas, valendo-se de armas branca – facas (uma delas apreendida)”, reforçou o órgão sobre as mesmas circunstâncias.
Lívio foi preso em flagrante. Pouco antes do júri teve pedido de revisão da revogação da prisão preventiva negado.