Os sindicatos dos trabalhadores de madeireiras e a dos empresários (Sindusmad) não chegaram a acordo em relação ao reajuste salarial para os funcionários e as discussões partem, agora, para o Ministério do Trabalho que vai mediar as negociações entre as duas entidades para ser definido o percentual. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário (Siticom), Eder Pessine, que aguarda o agendamento da data.
O impasse permaneceu após o sindicato dos trabalhadores recusar a última proposta feita pela categoria patronal, que oferecia o reajuste de 7%. “Não aceitamos o reajuste e não aceitamos o adicional por tempo de serviço [de 1%], que começaria a contar agora mas pagar só em maio do ano vem”, explicou ao Só Notícias.
Outro desacordo é relacionado a proposta de pagamento da cesta básica aos profissionais. “O Sindusmad se recusa a pagar uma cesta básica ao trabalhador uma vez ao ano, no dia do aniversário dele”, acrescentou. Agora, de acordo com Pessine, será aguardado o agendamento da “mesa redonda” no Ministério.
Caso não haja a definição, o sindicato não descarta a possibilidade de iniciar as negociações individualmente com as empresas, que segundo Eder, somam aproximadamente 100. “Se não tiver resposta do agendamento, acredito que em dez dias começamos as assembleias”, afirmou.
Atualmente, cerca de 2 mil funcionários compõe o segmento entre Sinop, Claudia, Itaúba, União do Sul e Santa Carmem.
Conforme Só Notícias informou, as negociações começaram em março. A primeira reivindicação feita pelos trabalhadores foi de 17%, além do anuênio (gratificação mensal por ano de trabalho). Posteriormente, o percentual foi reduzido para 9,5%.