O mutirão para agilizar 100 projetos de manejos ambientais, autorizando madeireiras retirar árvores próprias para abate e serem industrializadas, por parte da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, não atingiu o objetivo esperado do setor madeireiro. Esta é a avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad), José Eduardo Pinto. Ao Só Notícias, ele afirmou que a burocracia da legislação atual e a forma como o processo é conduzido dentro da pasta atrapalha os trabalhos.
E o pior: ele acredita que a falta de liberação destes projetos de manejos vai prejudicar o setor de base florestal mato-grossense. Segundo o presidente, a situação melhorou, mas a longo prazo e, precisamente no período chuvoso, o setor vai sofrer sim devido a paralisação total dos trabalhos durante a greve dos servidores. “O setor deve sofrer sim, mas não dá para medir as consequências agora”, afirmou.
Conforme Só Notícias já informou, o mutirão foi acordado ainda com ex-chefe da Sema, Alexander Maia. O compromisso de agilizar este montante de planos foi acordado durante reunião entre o secretário, diretores do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem), empresários do setor de base florestal de Sinop e região, em reunião, em Cuiabá.
Em julho, no auge da greve dos servidores da Sema, José Eduardo, fez uma ampla exposição dos prejuízos que o setor vem calculando com a greve da Sema. Segundo ele, a situação já teria causado a demissão de dois mil trabalhadores em todo o Estado e o setor está trabalhando na casa de 50% a 60% do que poderia estar em função do mercado e capacidade instalada.