Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta segunda-feira com ligeiras perdas, próximos da estabilidade. As principais posições da commodity testavam quedas entre 0,75 e 1,25 pontos, por volta das 8h52 (horário de Brasília). O novembro/17 era cotado a US$ 9,43 por bushel, enquanto o janeiro/18 operava a US$ 9,52 por bushel.
Conforme dados das agências internacionais, o mercado ainda avalia os números trazidos pelo Farm Journal Midwest Crop Tour, renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste dos EUA na última sexta-feira. Os primeiros relatos indicaram uma redução na produtividade das lavouras nos principais estados de produção, porém, a produção deverá ficar entre 115,5 milhões a 120,24 milhões de toneladas nesta temporada.
A média foi de 117,8 milhões de toneladas de soja. O número ficou abaixo do estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último boletim de oferta e demanda de agosto, de 119 milhões de toneladas.
Em relação ao clima no país, o furacão Harvey permanece no radar dos participantes do mercado. “Ainda assim, o furacão está na Costa do Golfo do Texas, mas a área não é conhecida pela produção de soja ou milho, embora os pecuaristas e produtores de algodão estejam sendo impactados”, reportou o site internacional Agriculture.com.
Ainda nesta segunda-feira, o USDA reporta duas informações importantes. O órgão divulga o relatório de embarques semanais, na semana anterior, o número ficou em 665,3 mil toneladas, acima das projeções dos investidores. No final do dia, o departamento traz os dados da safra americana. Na semana anterior, cerca de 60% das lavouras da oleaginosa apresentavam boas ou excelentes condições.