O diretor da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Antônio Carlos Carvalho de Sousa, participou, da 2ª Reunião do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), em Curitiba, com dirigentes de entidades dos cinco estados integrantes do Bloco V (Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). O Paraná obteve autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para antecipar a suspensão da vacinação contra a Febre Aftosa. Pelo cronograma, a autorização ocorreria no primeiro semestre de 2021.
“Mato Grosso parabeniza o Paraná pela iniciativa, pelo trabalho que tem sido feito, que resultou na antecipação da retira da vacina. Nós também estamos engajados para que o mesmo aconteça em Mato Grosso. A iniciativa privada em parceria com os serviços de defesa do estado estão empenhados em retirar a vacinação antes de 2021”, disse Antônio Carlos.
Há 23 anos não há ocorrência de foco da doença em Mato Grosso. Segundo o analista de Pecuária da Famato, Marcos de Carvalho, já foi comprovado que no estado não existe a circulação do vírus. “Ficar alicerçado em uma vacina achando estar protegido, uma vez que a vacina por si só não impede a entrada do vírus, é ilusão. O que realmente precisamos é fortalecer o sistema de defesa sanitária animal dentro do estado. E esse fortalecimento vai servir não somente para a Febre Aftosa, mas também para várias outras doenças, por exemplo, a Influenza Aviária, Peste Suína Clássica, Africana, entre outras”, ponderou Marcos, através da assessoria.
O plano de retirada da vacina é composto por 102 ações, 42 delas são específicas dos serviços de defesa sanitária animal, 9,2% dependem da iniciativa privada e o restante da pública. O ministério somente autoriza a retirada quando o estado consegue atingir a nota mínima na avaliação de qualidade dos serviços.
Mato Grosso é favorável à retirada da vacinação e está trabalhando para atingir a média exigida. Das 42 exigências, apenas cinco ainda não foram iniciadas. “Já temos parte das ações concluídas, outras em andamento, e apenas cinco que ainda não foram iniciadas. Entretanto, a iniciativa privada está empenhada. O grupo gestor está trabalhando, se reunindo com frequência para que isso aconteça e Mato Grosso possa evoluir nos serviços de defesa sanitária para conseguir, o mais rápido possível, alcançar o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação”, apontou Marcos.