O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, há pouco, na terra indígena Capoto-Jarina – parque do Xingu (cerca de 470 km de Sinop) que os indígenas são fundamentais para zerar o desmatamento na Amazônia até 2030. “Reconhecemos os direitos e temos a exata noção do papel dos indígenas para preservação da floresta e para nosso enfrentamento da mudança do clima, isso é muito visível quanto temos uma oportunidade como a de hoje, de sobrevoar a região e ver do alto o verde e o respiro que o território indígena entrega ao planeta”, afirmou.
O presidente respondeu aos indígenas sobre as cobranças que fizeram como demarcação de terras indígenas e proteção da Amazônia e que fará “encaminhamento das soluções”. “Tenho certeza de que todos vocês sabem mas faço questão de lembrar e repetir sempre que possível somos um governo que respeita os povos indígenas, reconhece seu direitos, e trabalha dia e noite, e noite e dia, para que eles sejam assegurados”.
Lula condecorou o Cacique Raoni, principal liderança indígena do Brasil, com a Ordem Nacional com a Grã-Cruz, maior condecoração do Estado, por ser um “guerreiro incansável da defesa dos povos indígenas, da Amazônia e do meio ambiente”. “Nenhum dessas pessoas que eu encontrei, nenhum desses palácios que visitei é mais importante que essa visita que tô fazendo aos povos indígenas do Xingu. Não existe na face da Terra nenhum homem, nenhum presidente, nenhum rei mais representativo que nosso querido Raoni, por isso a minha alegria de estar aqui”, discursou.
O cacique Raoni se pronunciou durante o encontro. “Eu tô sabendo que lá no Foz do rio do Amazonas o senhor tá pensado lá no petróleo que tem lá embaixo do mar. Eu penso que não porque eu penso que essas coisas da forma que estão garante que a gente tenha meio ambiente e terra com menos poluição e menos aquecimento. Se isso acontecer, eu sou pajé também, eu tive contato com os espíritos, que sabem do risco que a gente tem de continuar trabalhando dessa forma de destruir, destruir e destruir, podemos ter consequências muito grandes que não podemos conseguir parar”, cobrou.
“Eu quero que a gente seja exemplo para outras pessoas para que outras pessoas também depois de nós quando partimos essas pessoas possam continuar também defendendo outras pessoas com esse trabalho de ajudar, de proteger, de garantir a paz para que todos tenham paz”, acrescentou Raoni.
Conforme Só Notícias já informou, o presidente desembarcou na Base Aérea do Cachimbo, em Novo Progresso (PA) e seguiu de helicóptero até a aldeia, acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva; da Agricultura, Carlos Fávaro; da Cultura, Margareth Menezes; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, dentre outras autoridades. Lula ficou na aldeia até o final da tarde e, da base do Cachimbo, seguiu a São Paulo.
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