A Polícia Civil de Sorriso, deflagrou, esta manhã, a Operação Unfollow, para cumprir um mandado de prisão e seis de busca e apreensão contra um influenciador digital, “identificado como integrante de facção criminosa e que utilizava redes sociais para cometer e promover a prática de diversos crimes”. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e são todas cumpridas em Sorriso.
As investigações iniciaram após a Polícia Civil tomar conhecimento de um perfil na rede social Instagram, em que eram publicados material referente às atividades da facção, sendo identificado pelo menos três segmentos criminosos: tráfico de drogas, extorsão contra comerciantes e a promoção do grupo criminoso.
Na casa do influenciador, foram apreendias diversas porções de entorpecentes, balança de precisão e um rádio comunicador utilizado por membros de grupo criminoso. O alvo e um comparsa foram presos no momento em que chegavam à residência, retornando de uma festa, possivelmente realizada com outros integrantes do grupo.
Segundo a Polícia Civil, o “responsável pela gestão do perfil sempre procurava tapar o rosto nas fotografias para dificultar sua identificação, por se tratar de uma pessoa conhecida na cidade, que atuava como influencer utilizando outro perfil no Instagram, em que realizava publicidade de várias empresas da cidade, além de aparecer em programas de televisão”. Nas investigações, os investigaram identificaram “que o investigado levava uma vida social dupla, ora como “influencer”, ora se dedicando à atividade da organização criminosa”.
Entre suas atividades, ele era promoter de uma casa noturna na cidade e também atuava com o comércio de entorpecentes, exercendo, dentro da facção criminosa, não apenas a função de comerciante varejista de drogas, mas sim de gerente do tráfico de drogas local.
Os policias também identificaram que o investigado utilizava seus perfis de rede social para ameaçar os comerciantes de forma velada, “forçando empresários a realizar pagamentos periódicos aos criminosos, sob pena de terem seus comércios destruídos ou até mesmo suas vidas ceifadas”.
“As publicações demonstram que ele aparentemente tem orgulho de integrar organização criminosa, fazendo fotos ao lado de outros membros do grupo, postando regras e informativos da facção e incentivando a guerra entre grupos rivais”, disse o delegado Bruno França.
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