A juíza da 1ª Vara Criminal de Sinop, Rosângela Zacarkim, decidiu manter a prisão preventiva de Wellington Honorato dos Santos, 32 anos. Ele é acusado de matar Bruna de Oliveira, de 24 anos, e arrastar o corpo em uma moto por algumas quadras em junho deste ano.
Ao reanalisar a prisão do suspeito, que está na cadeia há quatro meses, a magistrada citou a garantia da ordem pública e avaliou que o processo está tramitando normalmente, o que não justifica uma soltura neste momento.
“No que tange ao periculum libertatis, no caso em comento, destaco a garantia da ordem pública, a qual se encontra abalada em razão da periculosidade real do agente, constatada do modus operandi supostamente utilizado para o cometimento do delito, pois, segundo consta dos autos, em razão da insistência da vítima em o réu lhe vender um ventilador, ele cortou a parte frontal do pescoço dela e, visando ocultar e garantir a impunidade do delito de homicídio, arrastou o corpo da ofendida se utilizando de uma corrente presa a sua motocicleta, levando-a até um matagal onde o ocultou”, disse a magistrada.
“O perigo gerado pelo estado de liberdade do acusado é patente, posto que os dados fáticos são suficientes para demonstrar que o caso em apreço vai além da normalidade do tipo penal em comento, constituindo fundamentação idônea para a manutenção da custódia preventiva. Além disso, constata-se que o processo está tramitando regularmente, dentro do limite razoável, posto que a instrução já está encerrada, aguardando apenas a juntada dos documentos pela Autoridade Policial, a qual terá o prazo de cinco dias para cumprimento da diligência”, concluiu.
Wellington foi preso menos de 48 horas após o crime em Nova Maringá (300 km de Sinop), em rápida investigação da equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso de Sinop. Conforme a delegada Renata Evangelista, em depoimento ele confessou o crime. O corpo de Bruna foi localizado em uma vala, às margens da rua das Orquídeas, no bairro Parque das Araras. A vítima estava com uma corrente enrolada no pescoço, presa com um cadeado, com rigidez cadavérica e marca de degola.
Segundo informações de familiares, a vítima havia saído com o suspeito e não foi mais vista. Familiares entraram em contato com Wellington, o qual disse que deixou a vítima em casa por volta das 22 horas. Parentes da vítima foram até a casa do suspeito, porém, ele já havia se mudado e do lado de fora do apartamento havia sangue pelo chão, embora já tivesse sido jogada água. Desconfiado do que pudesse ter ocorrido, o irmão da vítima passou a procurar por ela nas proximidades, encontrando o corpo jogado na valeta.
Policiais buscaram por imagens de câmeras de segurança, conseguindo verificar que o suspeito saiu da sua quitinete por volta das 04h55, arrastando o corpo da vítima em sua motocicleta.
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